Associação de cannabis medicinal afirma ter tido cultivo incendiado com Isopor
Segundo a Aflorar, invasão ocorreu em 30 de dezembro e atingiu plantas e a estrutura do espaço terapêutico
Plantas de cannabis medicinal aparecem queimadas | Reprodução/Instagram/@associacao.aflorar A Associação Terapêutica de Cannabis Medicinal Aflorar, sediada em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, informou ter sido alvo de uma invasão na manhã do dia 30 de dezembro de 2025, em plena luz do dia. As informações foram repassadas ao Gabiiweed.com por Edgar Salarini, representante da entidade.
Segundo o relato, ao chegar ao local, integrantes da associação teriam encontrado o portão da propriedade arrombado e parte do cultivo de cannabis medicinal destruído por fogo. Ainda de acordo com Salarini, os danos teriam sido causados por meio da queima das plantas, supostamente com o uso de Isopor, o que teria provocado uma fumaça espessa de coloração cinza escura, visível a partir de imóveis vizinhos.
Relato de vizinhos e circunstâncias da invasão
O representante afirmou que moradores da região relataram ter visto a fumaça no momento do ocorrido e que os responsáveis pela invasão estariam à procura de sua pessoa, informação que não pôde ser confirmada de forma independente até a publicação desta reportagem.
De acordo com a associação, os danos teriam se concentrado no cultivo e em derivados da cannabis medicinal, como óleos e insumos utilizados na produção terapêutica. Ainda conforme o relato, alguns equipamentos e bens da entidade também teriam sido levados ou danificados durante a ação, incluindo instrumentos utilizados nas atividades cotidianas da associação.
A entidade também informou que uma planta ornamental conhecida como São Romão teria sido arrancada, supostamente por apresentar folhas semelhantes às da cannabis, o que, segundo a associação, indicaria desconhecimento técnico por parte dos invasores.
Contexto jurídico e manifestação pública da associação
Até o momento, a Associação Aflorar declarou que ainda não havia formalizado o registro de boletim de ocorrência, embora vizinhos tenham informado que acionaram as autoridades no dia do episódio. A instituição relembra que já enfrentou um episódio anterior de apreensão de cultivo em 2022, contexto que, segundo a entidade, contribui para um cenário contínuo de insegurança.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, a associação exibiu imagens das plantas queimadas e dos danos estruturais no espaço de cultivo. A publicação foi acompanhada da mensagem: “Espero que todos tenham um ótimo Ano Novo. Nesse dia 30 de dezembro tivemos o cultivo da nossa associação destruído, alguns patrimônios danificados e outros que sumiram.”
Na mesma comunicação, a Aflorar solicitou apoio financeiro para recompor os prejuízos e manter suas atividades, reforçando a defesa do uso medicinal da cannabis e o atendimento a pacientes que dependem dos derivados para tratamento de saúde.
O caso ocorre em um contexto mais amplo de vulnerabilidade enfrentada por associações de cannabis medicinal no Brasil, que frequentemente relatam episódios de conflitos, insegurança e incertezas jurídicas, especialmente em municípios do interior.





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