Léo Dias é convocado a depor após brisadeiro na festa de Natal de Virginia virar caso de polícia
Jornalista estava no evento entrevistando famosos quando o brigadeiro com cannabis foi consumido; inquérito apura quem levou o doce à celebração
Jornalista é convocado a depor após brisadeiro no Natal de Virginia virar inquérito | Reprodução/Redes Sociais O que começou como um episódio inusitado nas redes sociais rapidamente evoluiu para um desdobramento judicial. O chamado "brisadeiro", brigadeiro preparado com cannabis, consumido durante a confraternização natalina da influenciadora Virginia Fonseca, em Goiânia, transformou-se em objeto de uma investigação policial formal. E o jornalista Léo Dias, que cobria o evento e entrevistava os presentes, foi convocado pelas autoridades de Goiás para prestar depoimento como testemunha do ocorrido.
A informação sobre a abertura do inquérito foi divulgada pelo próprio Léo Dias durante a atração televisiva "Melhor da Tarde", exibida na última terça-feira (28). Segundo o comunicador, a polícia goiana instaurou o procedimento com o objetivo de identificar quem introduziu o doce adulterado na celebração, configurando, assim, uma apuração criminal em torno do episódio que viralizou durante as festividades de dezembro.
Carlinhos Maia no epicentro da polêmica
O ponto de partida da confusão foi o depoimento espontâneo do influenciador Carlinhos Maia, que admitiu em entrevista ao próprio Léo Dias ter ingerido dois pedaços do brigadeiro enriquecido com maconha antes de chegar à festa.
Em um segundo momento, Maia esclareceu que tinha plena consciência dos ingredientes do doce no momento do consumo, corrigindo uma declaração inicial que sugeria desconhecimento. O criador de conteúdo também fez questão de eximir Virginia Fonseca de qualquer corresponsabilidade, afirmando que suas escolhas foram estritamente pessoais e que as críticas não deveriam recair sobre a anfitriã.
Investigação formal e implicações legais
A instauração do inquérito policial reacendeu o debate sobre a legislação brasileira vigente no que diz respeito ao uso da cannabis em alimentos. Ainda que o Supremo Tribunal Federal tenha se pronunciado sobre o porte de pequenas quantidades para consumo individual, a fabricação, comercialização ou distribuição de comestíveis preparados com maconha permanece expressamente proibida no país. Pela Lei de Drogas, quem produz, oferece ou distribui produtos contendo a substância pode responder por tráfico, com penas que variam entre cinco e quinze anos de reclusão, além de sanções pecuniárias.
A convocação de Léo Dias para depor evidencia que as autoridades tratam o caso com seriedade, indo além da repercussão midiática. O jornalista, que se encontrava no local realizando entrevistas com os convidados, passou de observador a testemunha oficial, um detalhe que sublinha a gravidade jurídica do episódio.
A festa, promovida por Virginia Fonseca e com caráter familiar, gerou reações polarizadas entre o público. Enquanto uma parcela dos internautas encarou o incidente com leveza, outra parte levantou questionamentos sobre a pertinência do consumo de substâncias ilícitas em eventos que contavam com a presença de crianças. O desfecho judicial ainda está em aberto, mas o caso já deixou uma marca: o "brisadeiro" de Natal saiu das redes sociais e chegou às delegacias.





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