EXCLUSIVO: Melissa Said é autorizada pela Justiça a retomar atividades no Instagram
Influenciadora só pode publicar dois reels e um combo de stories por mês, e está proibida de fazer qualquer menção à maconha; descumprimento pode levar à prisão preventiva
Melissa Said | Reprodução/Instagram/@melissasaid A 1ª Vara das Garantias de Salvador autorizou, na última quinta-feira (24), que a influenciadora digital Melissa Said retome o uso de seu perfil no Instagram para fins estritamente profissionais. A decisão, assinada pelo juiz Cidval Santos Sousa Filho, flexibiliza a medida cautelar que a proibia de acessar redes sociais desde novembro de 2025.
A restrição havia sido imposta como condição para a liberdade provisória da investigada. Agora, a defesa conseguiu comprovar que a rede social é a principal fonte de renda de Melissa, que mantém contrato de R$ 10 mil mensais com uma empresa de marketing, e argumentou que a proibição inviabilizava seu sustento.
Colaboração pesou na decisão
O magistrado reconheceu que a proibição absoluta por tempo prolongado se tornara desproporcional, destacando que o direito ao trabalho é garantia constitucional. Outro fator determinante foi a postura colaborativa da influenciadora, que voluntariamente removeu do perfil conteúdos questionados na investigação criminal.

Influenciadora está proibida de fazer qualquer menção à maconha (Reprodução/Instagram/@melissasaid)
Para o juiz, essa iniciativa demonstrou que o risco à ordem pública que fundamentou a cautelar original "foi significativamente atenuado". O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à liberação parcial, sugerindo condições para equilibrar o direito ao trabalho e a preservação da ordem pública.
Regras para o retorno
A liberação não é irrestrita. Melissa, que acumula 363 mil seguidores na plataforma, só poderá usar a conta para cumprir obrigações contratuais, como a publicação de dois reels e um combo de stories mensais. Está expressamente proibida de fazer qualquer postagem que faça apologia, incentive ou se associe ao uso de drogas ilícitas.
A decisão estabelece que a autorização poderá ser revogada imediatamente em caso de descumprimento das condições, podendo chegar à decretação de prisão preventiva. A defesa e o Ministério Público foram intimados, e ainda cabe recurso.





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