Cultivador é preso em MG após polícia desconfiar de Habeas Corpus
Documento apresentado por homem em Belo Horizonte estava em nome de idoso de 62 anos; PM apreendeu duas estufas completas e plantas. Saiba os detalhes
Cultivo apreendido | Reprodução/Portal Itatiaia Um homem de 30 anos foi detido na noite da última quarta-feira (29) depois que a Polícia Militar localizou uma plantação com 57 pés de cannabis em um imóvel na Rua Frei Otto, no bairro Santa Mônica, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A abordagem começou após denúncias recebidas durante patrulhamento na região, que apontavam grande quantidade de plantas sendo cultivada no local.
O caso ganhou contornos adicionais quando o suspeito apresentou aos militares um documento que seria um salvo-conduto judicial para cultivo medicinal, mas que estava registrado em nome de um idoso de 62 anos, com quem a corporação tentou contato ainda durante a ocorrência.
Denúncia levou policiais até imóvel usado para cultivo
Os agentes receberam informações de que a plantação estava sob responsabilidade de um homem identificado como "Loirinho", que fazia uso de tornozeleira eletrônica. Ao se aproximarem do endereço, os militares já perceberam um odor característico vindo de dentro da residência.
O suspeito, abordado do lado de fora do imóvel, é conhecido pelas forças de segurança por suposta ligação com o tráfico no Bairro Jardim Leblon. Ele permitiu a entrada da equipe e afirmou que apenas locava o espaço a um terceiro, supostamente detentor de autorização judicial para fins terapêuticos.
Duas estufas e equipamentos de cultivo foram apreendidos
Na parte frontal do imóvel, os agentes encontraram uma estufa com plantas em diferentes fases de desenvolvimento. Nos fundos da residência, havia uma segunda estrutura destinada ao mesmo propósito.
Estufas apreendidas na operação (Vídeo: Reprodução/Instagram/@vendanova.com.br)
Em outro cômodo, foram recolhidos itens usados no manejo, secagem e preparo da substância, entre eles balança de precisão, câmeras de monitoramento, tubos com sementes, ferramenta para remoção de folhas, exaustor e um vibrador de laboratório.
Autenticidade do documento foi questionada por suspeita de falsificação
O papel apresentado como salvo-conduto despertou desconfiança da equipe por aparentar ter sido elaborado em editor de texto comum e impresso em folha A4, sem as características de um documento judicial oficial. Chamou atenção o fato de estar em nome de um homem de 62 anos, e não do próprio ocupante do imóvel ou do suspeito abordado no local.
Diante disso, o homem afirmou que o aluguel havia sido feito em nome desse idoso e chegou a ligar para ele na presença dos policiais. Segundo o relato da corporação, ao ser informado sobre a ocorrência policial, o idoso disse não ter conhecimento da situação e encerrou a ligação logo em seguida.
Buscas em endereço do idoso não encontraram irregularidades
Na sequência, uma equipe se deslocou até o local onde o idoso estaria hospedado, um imóvel via Airbnb, mas não conseguiu localizá-lo. Nenhum material ilícito foi encontrado no endereço associado a ele.
O suspeito relatou dores no punho, atribuídas a uma queda de motocicleta, e foi levado à UPA Venda Nova para atendimento. Diante da suspeita de fratura, foi transferido ao Hospital Risoleta Tolentino Neves antes de ser conduzido à Delegacia de Plantão (Deplan), onde o caso segue sendo apurado.





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