Polícia paraguaia destrói "laboratório" de extração de BHO

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,05/08/2026

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    Polícia paraguaia destrói "laboratório" de extração de BHO

    Operação na fronteira com o MS apreendeu 272 kg de cannabis e 1,195 kg de concentrado tipo ICE; entenda como funciona a extração com butano


    Polícia paraguaia destrói Área de extração desmantelada | Reprodução/Instagram/SENAD-PY

    Agentes antinarcóticos do Paraguai destruíram, na última sexta-feira (31), um "laboratório" clandestino de processamento de cannabis instalado em uma propriedade rural do distrito de Karapaí, próximo à fronteira com o Mato Grosso do Sul. O local operava com gás butano para extrair resina da planta e produzir o chamado "haxixe tipo ICE", concentrado de THC de alto valor no mercado ilegal da região.

    A ação começou por volta das 16h45 e foi conduzida pelo promotor Celso René Morales, com apoio da equipe do inspetor Pablo Jara, em cumprimento a um mandado expedido pela juíza penal de garantias Vivian Marina Quiñónez Vargas, de Capitán Bado. Ao entrar no imóvel, as equipes encontraram toda a estrutura montada para a extração por solvente.

    O que foi apreendido

    Entre os itens recolhidos estavam quatro cilindros metálicos usados no processo de extração, 48 botijões de gás butano, 272 quilos de cannabis picada distribuídos em 17 sacos, além de 1,195 kg do concentrado tipo ICE já processado. Também foram apreendidas bacias, balança digital e peneiras utilizadas na produção.

    Depois que testes de campo confirmaram tratar-se de cannabis, o Ministério Público determinou a destruição imediata do material e da estrutura do laboratório no próprio local, procedimento padrão adotado pelas autoridades paraguaias nesse tipo de operação.

    A técnica por trás do "ICE comercial"

    Segundo apuração, a extração encontrada no laboratório é conhecida como BHO (Butane Hash Oil, óleo de haxixe extraído com butano), técnica que utiliza o gás como solvente para separar os canabinoides da planta.

    O concentrado resultante costuma ser posteriormente misturado a material vegetal, dando origem ao produto comercializado como "ICE" nos mercados ilegais da região, incluindo, segundo a mesma fonte, rotas de escoamento para o Brasil.




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