Cultivadora é detida no DF com HC de cannabis vencido
Moradora de Ceilândia foi levada à delegacia após PM constatar que autorização judicial para cultivo de cannabis estava com prazo vencido. Entenda o caso
Plantas apreendidas | Divulgação/PMDF Uma moradora da QNP 20, Conjunto H, em Ceilândia (DF), acabou detida e levada à 15ª Delegacia de Polícia na tarde de sábado (2) depois que a validade de sua autorização judicial para cultivo de cannabis foi contestada por policiais militares. A mulher chegou a apresentar o documento aos agentes durante a abordagem, mas a checagem preliminar apontou que o prazo já havia expirado.
A ocorrência começou a partir de uma denúncia recebida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que relatava incômodo de vizinhos com o odor da plantação e uma possível comercialização da substância no endereço. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos pela própria cultivadora, que autorizou a entrada da equipe.
Documento vencido pesa contra a moradora durante a vistoria
Mesmo com a apresentação da autorização, a militares do Patamo, unidade ligada ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), deram prosseguimento à vistoria após identificar a inconsistência no prazo de validade do documento judicial. Segundo a corporação, essa expiração formal foi o fator determinante para o encaminhamento da mulher à delegacia, mesmo diante da alegação de amparo judicial para o cultivo.

Cannabis apreendida na operação (Foto: Divulgação/PMDF)
Durante a busca no imóvel, os agentes encontraram diversos pés da planta, pequenas porções fracionadas em embalagens plásticas, sementes armazenadas em recipientes, uma balança de precisão e um rolo de filme, itens que, na avaliação policial, reforçaram a suspeita sobre a situação irregular da cultivadora naquele momento.
Caso expõe fragilidade de autorizações judiciais sem renovação
Diante da autorização expirada, a mulher foi conduzida à 15ª DP junto com todo o material apreendido, para que o caso fosse formalizado e analisado pelas autoridades. A situação evidencia como pacientes e cultivadores amparados por decisões judiciais individuais ficam vulneráveis a abordagens policiais quando não conseguem renovar o documento dentro do prazo estipulado pela Justiça.
Até o momento, não há informações públicas sobre qual vara concedeu a autorização original à cultivadora, nem sobre eventual pedido de renovação que já estivesse em análise judicial no momento da vistoria.





COMENTÁRIOS