Advogados são criticados por apontar falta de gestão em associação exposta no Fantástico
Litza Aoni e Antônio Pinto Filho, ligado à Flor da Vida, recebem críticas por suposto elitismo e desunião no movimento após vídeo sobre supostas falhas em associação citada no Fantástico
Advogados criticados | Reprodução/Instagram A veiculação da Operação Cannabusiness pela Polícia Civil da Paraíba na matéria do programa Fantástico, da TV Globo, trouxe à tona uma profunda divisão no movimento canábico brasileiro. A reportagem, que abordou a concessão e a suspeita de uso inadequado de habeas corpus para o cultivo de maconha por entidades como a associação Sativa Cura, acendeu um debate inflamado sobre conformidade jurídica, ativismo e os limites da exposição midiática.
O estopim para a controvérsia foi uma manifestação pública da advogada Litza Aoni, especialista na área, que criticou asperamente a postura exibida na televisão. A jurista afirmou que a exposição na emissora serviu como uma aula de como não fazer e classificou a visibilidade gerada como desastrosa para o setor, sustentando que ativismo não se confunde com oportunismo e que comprometer a luta por falta de orientação jurídica não é uma opção.
Críticas à Gestão e Alerta sobre Riscos Coletivos
Em sua fala, Litza enfatizou que quando orientações jurídicas não são seguidas, o resultado é uma bomba prestes a explodir em rede nacional, o que abre brechas para setores que buscam fechar as portas do mercado canábico. A advogada defendeu que a legitimidade conquistada pelo setor é uma ferramenta poderosa demais para ser usada como palco, concluindo que prevenir é mais barato do que consertar e convidando o público a seguir seus conteúdos para entender como estruturar associações corretamente.
Clique na caixa e acesse o vídeo polêmico (Reprodução/Instagram/@litzaaoni)
A posição foi respaldada publicamente pelo advogado Antônio Pinto Filho, ligado à associação Flor da Vida, que declarou no campo de comentários apenas: "Acompanho o entendimento". A adesão do profissional ao discurso reforçou a divisão entre as vertentes do setor e desencadeou uma onda de reações contrárias por parte de ativistas e seguidores que acompanhavam a discussão nas redes sociais.
Reação da Comunidade e Transcrição das Contestações
A postura dos juristas gerou contestações diretas do público, que acusou a advogada de agir de forma insensível e desconsiderar a cobertura jornalística. O perfil identificado como Vitoravredo afirmou: "Voce esta sendo desnecessariamente dura com essa fala... as pessoas citadas na materia do fantastico ainda têm o direito ao contraditório, e sabemos que a materia foi sensacionalista e enviesada, tirando varias informações de contexto pra fazer uma inexistente distinção entre paciente associado, que precisa do tratamento medicinal, e traficante criminoso que se beneficia de quem faz 'uso recreativo'".
Outra crítica direcionada a Litza apontou para o impacto desagregador de sua manifestação sobre as entidades do setor. O internauta questionou: "Precisa descredibilizar completamente a outra associação desse jeito? Não é melhor dizer o que vc faz de diferente? Ou apontar o erro e dizer pq um associado seu não estaria naquelas condições? A forma como vc fala te dissocia, nao associa, com todo respeito! Vc só aumentou a dúvida de todos, obrigado! Agora ninguém tem mais certeza se está numa associação séria ou nao, pq sem perceber (ou não) vc atacou a instituição, ao invés do problema que gerou a reportagem".
O Futuro do Ativismo e a Disputa por Narrativas
As contestações se estenderam ao advogado Antônio Pinto Filho pelo apoio dado ao posicionamento inicial. Um usuário rebateu a concordância do jurista declarando: "O entendimento de vocês sobre a luta contra a proibição da maconha esta acompanhando interesses muito individuais, se acham que uma materia enviesada no fantastico configura um cenário perigoso pro paciente e pras associações. Da a impressão de que vocês acabaram de chegar nessa luta, que ja foi muito mais ardua que hoje em dia, e que nesse ponto deveria estar defendendo o direito e acesso irrestrito a planta, alem de uma regulamentação que permita geração de renda pras familias que historicamente sofreram com a proibição, e não só pra quem consegue pagar seus honorários".
Em resposta direta a essa contestação, Antônio Pinto Filho rebateu a crítica de forma sucinta com a frase: "Vc não sabe de nada", encerrando a interação. O episódio expõe a tensão atual do setor canábico no Brasil, dividido entre a exigência de rigor institucional e a defesa do ativismo de base contra abordagens policialescas e midiáticas.





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