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,04/04/2026

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    Ataques dos EUA no Caribe: primeiros destroços indicam carga de maconha

    Resíduos encontrados após ataques militares expõem contradições da política externa dos EUA, onde a maconha é legal em boa parte do país


    Ataques dos EUA no Caribe: primeiros destroços indicam carga de maconha Ataques dos EUA já deixaram mais de 100 mortos no Caribe e no Pacífico | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

    Destroços carbonizados de um barco atingido por ataques dos Estados Unidos no Caribe começaram a aparecer no litoral da Colômbia e levantam questionamentos sobre a narrativa oficial do governo de Donald Trump em relação ao combate ao tráfico internacional de drogas na região.

    Segundo reportagem do The New York Times, o material encontrado representa a primeira evidência física conhecida das operações militares dos EUA contra o chamado narcoterrorismo. Nos restos da embarcação, investigadores identificaram embalagens vazias com resíduos de uma substância com aparência e odor compatíveis com maconha.

    Evidências encontradas contradizem discurso oficial sobre tráfico de drogas

    De acordo com o jornal, não foram localizados vestígios de fentanil, cocaína ou outras drogas consideradas de maior letalidade, substâncias que o governo norte-americano afirma serem o principal alvo dos ataques realizados no Caribe e no Pacífico Oriental.

    A ausência desses entorpecentes levanta dúvidas sobre a eficácia e a transparência da política antidrogas adotada pelos Estados Unidos, já que nenhuma prova pública foi apresentada até o momento para confirmar que as embarcações destruídas transportavam drogas sintéticas ou cocaína, como vem sendo alegado pela administração Trump.

    Maconha é legal em grande parte dos EUA e foi reclassificada pelo próprio Trump

    O caso ganha ainda mais relevância porque a maconha é legalizada, para uso medicinal ou recreativo, em 40 dos 50 estados dos Estados Unidos. Além disso, em dezembro, o próprio presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que reclassificou a cannabis, retirando-a da categoria mais restritiva da legislação antidrogas norte-americana.


    Embed from Getty Images

     

    EUA reclassificam a maconha e reconhecem oficialmente seu uso medicinal (Imagem: Reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


    Durante a cerimônia no Salão Oval, Trump reconheceu o uso medicinal da maconha como legítimo e afirmou que a reclassificação teria um impacto “tremendamente positivo”. Apesar disso, a substância segue proibida em nível federal, o que evidencia contradições na política adotada dentro e fora do território norte-americano.

    Ataques no Caribe e na Venezuela deixaram mais de 100 mortos

    As operações militares contra embarcações suspeitas de tráfico tiveram início em 2 de setembro. Desde então, o governo dos EUA afirma ter destruído cerca de 30 barcos e causado mais de 100 mortes, números que passaram a ser questionados por especialistas em segurança internacional e direitos humanos.

    A escalada do conflito ganhou novos contornos após Trump admitir, em entrevista a uma rádio, que os Estados Unidos realizaram ataques em território venezuelano. Dias depois, o presidente confirmou que, na véspera do Natal, forças norte-americanas atingiram áreas portuárias da Venezuela que, segundo ele, seriam usadas para o carregamento de drogas.

    Críticas apontam possíveis violações do direito internacional

    Especialistas e críticos da política externa dos Estados Unidos questionam a legalidade dos ataques realizados em águas internacionais e próximos ao litoral da Venezuela, levantando suspeitas de possíveis violações do direito internacional e até de crimes de guerra.

    As críticas se intensificaram após relatos de que um dos ataques teria ocorrido em duas fases, sendo a segunda direcionada a sobreviventes que permaneciam agarrados aos destroços da embarcação. A revelação de que os únicos resíduos encontrados até agora indicam o transporte de

    Para analistas, o episódio expõe uma contradição central da política antidrogas dos EUA: enquanto a cannabis passa a ser tratada com menor rigor dentro do país, embarcações suspeitas de transportar a substância estariam sendo alvo de ações militares letais no exterior, sem comprovação pública das acusações.




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