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,26/02/2026

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    Operação desmantela fábrica de “Ice Paraguaio” na fronteira com o Brasil

    Segundo autoridades paraguaias, ação da SENAD com o Ministério Público identificou estrutura clandestina de concentrados de alto teor de THC em Capitán Bado, no departamento de Amambay


    Operação desmantela fábrica de “Ice Paraguaio” na fronteira com o Brasil Itens apreendidos da operação | Reprodução/SENAD-PY

    Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), em coordenação com o Ministério Público, realizou na manhã desta quinta-feira (26) uma incursão na Colônia Piray, no distrito de Capitán Bado, departamento de Amambay, onde semanas antes já havia sido detectada e destruída uma megazona de cultivo de maconha composta por várias parcelas interligadas.

    Estrutura clandestina foi localizada em nova fase da operação

    Nesta nova fase da operação, agentes especiais da SENAD entraram novamente na área e localizaram acampamentos clandestinos de produção de cannabis que funcionavam como bases logísticas. Segundo as autoridades, as estruturas contavam com geradores de energia, equipamentos frigoríficos, geladeiras e outros dispositivos destinados a sustentar um esquema de produção em larga escala, inclusive com indícios de cultivo mecanizado.

    De acordo com a SENAD, as evidências indicam que no local eram produzidas variedades concentradas de cannabis de alto valor no mercado ilícito. Entre os derivados identificados estão o dry hash, obtido pela separação a seco dos tricomas da planta, e o ice paraguaio, concentrado produzido por meio de processos com água fria e filtragem especializada, ambos conhecidos pelo elevado teor de THC.

    Derivados teriam como destino o mercado ilegal brasileiro

    As autoridades paraguaias afirmam que esses produtos teriam como destino segmentos específicos do mercado ilegal no Brasil, onde facções criminosas seriam responsáveis pela distribuição e comercialização.

    Estimativas de inteligência apontam que, no mercado brasileiro, essas variedades podem alcançar valores entre US$ 1 mil e US$ 4 mil por quilograma, a depender do nível de pureza e concentração, o que evidenciaria a alta rentabilidade do ice paraguaio.

    Segundo os investigadores, há indícios de que a região gerava volumes significativos de derivados de cannabis, consolidando o enclave como um ponto estratégico em esquema criminal transnacional.

    O ministro da SENAD, Jalil Rachid, esteve na área alvo da operação na manhã desta quinta-feira para acompanhar as ações e verificar pessoalmente o andamento dos trabalhos, reforçando, segundo a instituição, o compromisso no combate ao comércio ilegal de substâncias.




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