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Rio de Janeiro,12/05/2026

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    Singapura enforca homem por tráfico de maconha sob críticas da ONU e de entidades de direitos humanos

    Omar bin Yacob Bamadhaj foi enforcado em abril após ser condenado por introduzir cerca de um quilo de maconha no país

    Revista Cánãmo
    Singapura enforca homem por tráfico de maconha sob críticas da ONU e de entidades de direitos humanos Omar com sua filha em 2018| Reprodução/Revista Cánãmo

    A execução de Omar bin Yacob Bamadhaj voltou a colocar Singapura sob os holofotes da crítica internacional pelo uso da pena de morte em casos de tráfico de drogas.O caso, relacionado ao contrabando de maconha, escancarou a rigidez de uma política que segue na contramão do debate global sobre direitos humanos e regulação de substâncias.

    O Departamento Central de Narcóticos de Singapura (CNB, na sigla em inglês) confirmou que a sentença foi cumprida em meados de abril. Omar havia sido condenado em fevereiro de 2021 por introduzir maconha no país pela passagem de fronteira de Woodlands, um dos principais pontos de entrada vindo da Malásia.

    A legislação Singapuriana prevê pena de morte para a importação de mais de 500 gramas de cannabis, um limite que, neste caso, foi ultrapassado em mais do dobro.

    Negou saber o que carregava, mas a Justiça não acreditou

    Segundo a versão oficial, a droga foi encontrada em 12 de julho de 2018 durante uma vistoria de rotina no veículo em que Omar entrava em SIngapura. Três pacotes embrulhados foram analisados pela Autoridade de Ciências da Saúde do país e confirmados como cannabis. A condenação e a pena foram ratificadas pelo Tribunal de Apelação em outubro de 2021.


    Vista dos arranha-céus modernos de Cingapura e de uma ponte refletindo nas águas calmas sob um céu azul claro.

    Em Singapura, importar mais de 500 gramas de maconha é crime punível com a forca (Foto: Reprodução/Zaonar Saizainalin/Pexels)


    Ao longo do processo, Omar negou saber o que havia dentro dos pacotes e denunciou supostas ameaças durante as investigações. A Justiça rejeitou essa versão, apontando inconsistências em seu depoimento e afirmando que os relatos dos agentes eram corroborados por outros elementos, incluindo imagens de câmeras de segurança. Depois de perder o recurso, ele apresentou novos pedidos judiciais e solicitações de clemência, todos indeferidos.

    ONU e entidades de direitos humanos denunciam escalada de execuções

    A execução havia sido contestada por organizações como Human Rights Watch, Anistia Internacional, Capital Punishment Justice Project e Anti-Death Penalty Asia Network, que pediram a suspensão do enforcamento e a comutação da pena.

    O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos também manifestou alarme com o aumento de execuções por crimes relacionados a drogas em Singapura: segundo o organismo, nos primeiros meses de 2026, oito pessoas já foram executadas no país, e em 2025, 15 das 17 execuções registradas estavam ligadas a condenações por tráfico.

    O caso de Omar bin Yacob Bamadhaj volta a expor o abismo entre a abordagem punitiva de Cingapura e os padrões internacionais de direitos humanos, que restringem a pena capital aos crimes considerados mais graves.

    No que diz respeito à maconha, esse contraste é ainda mais evidente: enquanto diferentes países avançam para modelos de regulação, redução de danos ou descriminalização, Singapura mantém uma política que transforma a fiscalização de uma substância em uma questão de vida ou morte.




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