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,27/03/2026

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    EUA: condenados por maconha agora podem se alistar no Exército

    Nova diretriz do Exército norte-americano flexibiliza restrições sobre cannabis e permite o alistamento de recrutas com condenações ligadas à substância


    EUA: condenados por maconha agora podem se alistar no Exército Décadas de alinhamento à política antidrogas moldaram regras sobre cannabis nos EUA | Reprodução/Pexels

    A política de tolerância zero à cannabis, que por décadas impediu o ingresso de candidatos com qualquer histórico relacionado à substância, começa a ser revista pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, agora, o próprio sistema de recrutamento passa a admitir exceções.

    A Exército norte-americano  passou a permitir o alistamento de pessoas com condenações ligadas à cannabis, flexibilizando regras históricas sobre maconha no recrutamento militar e ampliando o acesso de novos candidatos.

    Mudança histórica nas regras sobre cannabis

    A nova diretriz representa uma inflexão relevante em relação às políticas anteriores, que barravam automaticamente candidatos com qualquer envolvimento com a substância, independentemente da gravidade ou do contexto da infração.

    Durante décadas, esse tipo de restrição esteve alinhado à política antidrogas dos Estados Unidos, especialmente no período da chamada “guerra às drogas”, quando houve endurecimento generalizado das regras em instituições públicas. 


    Homem segurando um cigarro de cannabis.

    Mudança nas regras do Exército norte-americano reflete políticas mais flexíveis em relação à cannabis (Reprodução/Pexels)


    Agora, ao admitir candidatos com antecedentes relacionados à cannabis, o Exército sinaliza uma adaptação às transformações legais e sociais observadas no país, onde diversos estados já regulamentaram o uso da substância, refletindo mudanças na legislação sobre cannabis nos EUA.

    Flexibilização amplia acesso ao recrutamento

    Na prática, a mudança amplia o leque de elegibilidade e pode impactar diretamente o número de novos recrutas, ao incluir um grupo que antes era automaticamente excluído dos processos seletivos.

    A decisão também acompanha uma tendência de revisão de critérios considerados desatualizados, especialmente diante da escassez de candidatos aptos a cumprir os requisitos tradicionais de ingresso nas Forças Armadas, abrindo espaço para pessoas com antecedentes relacionados à maconha.

    Além disso, a nova política pode representar um movimento estratégico para recompor efetivos, diante da queda no número de alistamentos nos Estados Unidos.

    Idade máxima sobe para 42 anos

    Além da flexibilização relacionada à cannabis, o Exército dos Estados Unidos também ampliou a idade limite para alistamento, que passou de 35 para 42 anos, expandindo o recrutamento militar nos Estados Unidos.

    As novas regras entram em vigor em 20 de abril e permitem que pessoas de até 42 anos se alistem no Exército, na Guarda Nacional e na Reserva. A idade mínima permanece em 17 anos com autorização dos responsáveis, ou 18 anos sem necessidade de consentimento.

    A medida retoma um padrão já adotado anteriormente. Em 2006, durante a Guerra do Iraque, o limite já havia sido elevado para 42 anos, sendo reduzido novamente cerca de uma década depois.

    Outras forças militares operam com critérios semelhantes. A Força Aérea dos Estados Unidos e a Marinha dos Estados Unidos aceitam recrutas de até 40 anos, enquanto o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos mantém o teto em 28 anos, com exceções específicas, mantendo diferenças nos critérios de idade entre forças armadas dos EUA.

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