EUA: condenados por maconha agora podem se alistar no Exército
Nova diretriz do Exército norte-americano flexibiliza restrições sobre cannabis e permite o alistamento de recrutas com condenações ligadas à substância
Por Gabiiweed
26/03/2026 - 14h30
Décadas de alinhamento à política antidrogas moldaram regras sobre cannabis nos EUA | Reprodução/Pexels A política de tolerância zero à cannabis, que por décadas impediu o ingresso de candidatos com qualquer histórico relacionado à substância, começa a ser revista pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, agora, o próprio sistema de recrutamento passa a admitir exceções.
A Exército norte-americano passou a permitir o alistamento de pessoas com condenações ligadas à cannabis, flexibilizando regras históricas sobre maconha no recrutamento militar e ampliando o acesso de novos candidatos.
Mudança histórica nas regras sobre cannabis
A nova diretriz representa uma inflexão relevante em relação às políticas anteriores, que barravam automaticamente candidatos com qualquer envolvimento com a substância, independentemente da gravidade ou do contexto da infração.
Durante décadas, esse tipo de restrição esteve alinhado à política antidrogas dos Estados Unidos, especialmente no período da chamada “guerra às drogas”, quando houve endurecimento generalizado das regras em instituições públicas.

Mudança nas regras do Exército norte-americano reflete políticas mais flexíveis em relação à cannabis (Reprodução/Pexels)
Agora, ao admitir candidatos com antecedentes relacionados à cannabis, o Exército sinaliza uma adaptação às transformações legais e sociais observadas no país, onde diversos estados já regulamentaram o uso da substância, refletindo mudanças na legislação sobre cannabis nos EUA.
Flexibilização amplia acesso ao recrutamento
Na prática, a mudança amplia o leque de elegibilidade e pode impactar diretamente o número de novos recrutas, ao incluir um grupo que antes era automaticamente excluído dos processos seletivos.
A decisão também acompanha uma tendência de revisão de critérios considerados desatualizados, especialmente diante da escassez de candidatos aptos a cumprir os requisitos tradicionais de ingresso nas Forças Armadas, abrindo espaço para pessoas com antecedentes relacionados à maconha.
Além disso, a nova política pode representar um movimento estratégico para recompor efetivos, diante da queda no número de alistamentos nos Estados Unidos.
Idade máxima sobe para 42 anos
Além da flexibilização relacionada à cannabis, o Exército dos Estados Unidos também ampliou a idade limite para alistamento, que passou de 35 para 42 anos, expandindo o recrutamento militar nos Estados Unidos.
As novas regras entram em vigor em 20 de abril e permitem que pessoas de até 42 anos se alistem no Exército, na Guarda Nacional e na Reserva. A idade mínima permanece em 17 anos com autorização dos responsáveis, ou 18 anos sem necessidade de consentimento.
A medida retoma um padrão já adotado anteriormente. Em 2006, durante a Guerra do Iraque, o limite já havia sido elevado para 42 anos, sendo reduzido novamente cerca de uma década depois.
Outras forças militares operam com critérios semelhantes. A Força Aérea dos Estados Unidos e a Marinha dos Estados Unidos aceitam recrutas de até 40 anos, enquanto o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos mantém o teto em 28 anos, com exceções específicas, mantendo diferenças nos critérios de idade entre forças armadas dos EUA.
.




COMENTÁRIOS