Chamado de "maconheiro" pela torcida do Santos, John Kennedy, do Fluminense, comemora gol de maneira irreverente
Atacante levou dois dedos à boca após marcar o gol da virada por 3 a 2 sobre o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro
John Kennedy | Reprodução/Instagram/@fluminense O Fluminense venceu o Santos por 3 a 2 neste domingo (20/4), na Vila Belmiro, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto foi marcado por tensão tanto dentro quanto fora das quatro linhas, e o grande protagonista foi o atacante John Kennedy, que saiu do banco de reservas, marcou o gol da virada nos minutos finais e celebrou de maneira provocativa em resposta aos xingamentos vindos das arquibancadas.
Aquecimento hostil e entrada decisiva
Antes mesmo de ser acionado pelo técnico Luis Zubeldía, John Kennedy já enfrentava um ambiente hostil. Enquanto aquecia atrás de um dos gols, o atacante ouviu coros da torcida santista chamando-o de "maconheiro".
Aos 12 minutos do segundo tempo, ele foi finalmente escalado e rapidamente impactou a partida. Dois minutos depois de entrar, participou da jogada que resultou no gol de empate de Castillo. Aos 40 minutos da etapa final, apareceu na área para completar cruzamento de Guga e decretar a virada tricolor.
Gol de John Kennedy (Vídeo: Reprodução/Instagram/@fluminense)
Na comemoração, John Kennedy levou dois dedos à boca, gesto interpretado como uma resposta direta às provocações que sofreu. A atitude tornou o camisa 9 o personagem central da partida, gerando repercussão imediata nas redes sociais e na imprensa esportiva.
Gesto, exaustão e repercussão
Após o término do jogo, o atacante passou mal no gramado, vomitou e precisou de atendimento médico. De acordo com informações divulgadas pelo clube, o quadro foi decorrente de exaustão física, e o jogador já se recuperou. O episódio não comprometeu a vitória tricolor, mas adicionou um capítulo à discussão sobre os limites das provocações entre torcida e atletas.
Do ponto de vista estritamente esportivo, John Kennedy cumpriu seu papel ao sair do banco e decidir o confronto. A resposta com o gesto na comemoração foi uma reação direta ao que ouviu das arquibancadas. Torcedores do Santos, por sua vez, criticaram a atitude do atacante, enquanto parte da imprensa avaliou que as provocações iniciais contribuíram para o desfecho explosivo.
Independentemente da interpretação, os fatos são claros: houve xingamentos direcionados ao jogador, e houve uma reação por meio de um gesto após o gol. O resultado em campo favoreceu o Fluminense, e John Kennedy se consolidou como o nome da partida. Cabe a cada observador avaliar se a resposta foi proporcional ou não, mas o espetáculo, dentro e fora das quatro linhas, dificilmente será esquecido tão cedo.





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