Tenente da PM de SP é preso após agredir mulher que fumava maconha em Ilhabela
Militar de 32 anos arrancou o cigarro da banhista, disparou perto dos pés dela e ainda atacou policiais que atenderam a ocorrência
Por Gabiiweed
28/11/2025 | Atualizado em 28/11/2025 - 11h23
Tenente é preso após agredir banhista que fumava maconha | Reprodução/Pexels A tranquilidade de um fim de tarde na Praia do Sino, em Ilhabela (SP), foi rompida na última terça-feira (25) quando um tenente da Polícia Militar do estado, de 32 anos, acabou detido após uma sequência de agressões iniciadas contra uma mulher que fumava um cigarro de maconha. O episódio, que se intensificou rapidamente, terminou com violência contra policiais militares e civis.
Ação começou após o PM tirar cigarro da mulher
De acordo com o registro da ocorrência, o conflito teve início quando o tenente, que estava de folga e vestia apenas uma sunga, percebeu que uma banhista de 40 anos consumia maconha à beira-mar. Testemunhas afirmam que ele se aproximou sem aviso, tomou o cigarro das mãos da mulher e o jogou na areia, dando início a um ataque físico contra ela.
A vítima relatou à Polícia Civil que, além dos empurrões e socos, o militar disparou um tiro próximo aos seus pés, num gesto de intimidação. Ainda segundo o depoimento, o tenente teria prometido “acabar” com a vida dela caso ela reagisse. O susto provocado pelo tiro e pelas ameaças fez outras pessoas se afastarem da área, temendo que a situação escapasse ao controle.

Tenente Leonardo Áthila Rodrigues Borghi, preso após agredir uma banhista em Ilhabela (SP) (Reprodução/Redes Sociais)
Os cabos que foram acionados para atender o caso afirmaram que, ao chegarem ao local, encontraram o tenente sentado na areia aparentando calma, um comportamento que mudou rapidamente. Assim que os agentes tentaram conversar com ele sobre o ataque à banhista, o oficial se levantou de forma brusca, passou a gritar e investiu contra a equipe.
Resistência, ameaças e violência dentro da delegacia
Durante a tentativa de contenção, o sargento que participou do atendimento recebeu uma cabeçada no rosto quando tentava impedir que o tenente chegasse até seu próprio carro, onde a arma havia sido guardada. A reação violenta continuou mesmo após ser algemado e levado à delegacia.
Dentro da unidade policial, segundo os relatos, ele cuspiu no sargento e continuou proferindo ameaças, dizendo ser “matador” e prometendo voltar ao local para provocar um “derramamento de sangue”. Um policial civil envolvido na condução relatou ter sido atingido por chutes no tórax e no pescoço.
A companheira do tenente disse às autoridades que houve uma discussão anterior com uma garçonete, mas alegou não ter visto agressões e afirmou que ambos haviam consumido bebidas alcoólicas. A versão dela, porém, foi contradita pela banhista e por uma testemunha, que insistiram que o ataque começou exclusivamente porque a mulher fumava maconha na praia.
O caso segue em investigação, e a Polícia Civil analisa a conduta do militar, especialmente o uso da arma de fogo e as ameaças feitas após a agressão inicial à banhista.




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