Polícia descobre “laboratório” de extração de BHO em São Paulo
Produção era voltada ao chamado “dry comercial”. Três pessoas foram presas em flagrante em Campinas com 80 kg de cannabis e 2,5 kg de haxixe
Polícia Civil apreendeu cannabis, haxixe e equipamentos de extração | Reprodução/PCSP A Polícia Civil desmontou um "laboratório" de extração de BHO em uma residência do Jardim Anton von Zuben, em Campinas (SP). A operação aconteceu na quarta-feira (14), e três pessoas foram detidas em flagrante. Segundo a corporação, o imóvel funcionava como ponto de produção e preparo de derivados da planta.
No local, os agentes encontraram cerca de 80 quilos de cannabis triturada e 2,5 quilos de haxixe já embalado. Havia ainda equipamentos para produzir “dry” e BHO, um extrato concentrado da planta. Três aparelhos celulares também foram apreendidos e devem passar por análise.
Mandados em Campinas e Valinhos
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços. Dois deles ficam em Valinhos (SP) e não tiveram material apreendido, o que concentrou toda a apreensão na residência de Campinas. A diligência foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE).
Vídeo da operação (Reprodução/Instagram/@campinasnoticia)
Um dos homens presos confessou que fabricava e vendia as substâncias encontradas no local. De acordo com a polícia, ele também vai responder por associação para o tráfico. Uma mulher foi presa em flagrante por tráfico e afirmou ter conhecimento da produção e da venda no imóvel. Ela relatou ainda ter ajudado, ao menos uma vez, a preparar as embalagens.
Presos admitiram participação
O terceiro suspeito foi preso por associação para o tráfico. Ele admitiu ter feito o transporte de material para o grupo, e conversas recentes sobre o tema foram localizadas em seu celular. A polícia considera que o conteúdo reforça o vínculo dele com a atividade investigada.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos três investigados. A decisão agora cabe à Justiça, que vai avaliar se eles aguardarão o andamento do processo presos ou em liberdade.





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