Três influenciadores são processados no México após publicarem vídeo consumindo maconha na internet
Trio promoveu produtos de cannabis no Facebook e foi indiciado pela Justiça de Sonora "para frear o incentivo às drogas"
Influenciadores indiciados | Reprodução/ Procuradoria-Geral Três influenciadores digitais foram indiciados no estado de Sonora, no México, pela suposta responsabilidade no crime de apologia ao delito e ao vício. A decisão, anunciada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, ocorreu após a repercussão de um vídeo gravado na cidade de Hermosillo, no qual o grupo aparece consumindo e promovendo publicamente o uso de maconha e outros produtos derivados da cannabis.
Os réus foram identificados pelas autoridades como Azlán “N”, de 20 anos; Julián “N”, de 29; e Eduardo Antonio “N”, de 22 anos. A investigação teve como base uma gravação publicada no Facebook no final de agosto, onde os três proferiam declarações de aprovação aos entorpecentes enquanto exibiam e compartilhavam itens como cigarros eletrônicos e extratos, todos associados a uma marca específica.
Decisão judicial e medidas cautelares
Durante a audiência inicial, o Ministério Público apresentou mais de 15 elementos de prova para fundamentar a acusação contra os jovens. Após analisar o argumento de que a exibição dos produtos diante das câmeras configurava incentivo ao narcotráfico em plataformas digitais, o juiz de controle acatou o pedido e determinou a vinculação dos três ao processo penal.
Como parte do andamento do caso, a autoridade judicial impôs uma série de medidas cautelares que os influenciadores deverão cumprir rigorosamente para não serem presos. Eles estão obrigados a se apresentar a um juiz semanalmente, deverão arcar com uma garantia financeira individual e estão proibidos de sair de Sonora sem autorização prévia, além de terem sido suspensos de promover a referida marca.
Monitoramento digital e proteção a menores
A ofensiva contra os criadores de conteúdo reflete uma postura mais rígida das autoridades em relação à disseminação de comportamentos ilícitos nas redes sociais. A investigação concluiu que a atitude do trio não se limitava ao consumo pessoal, mas consistia em uma estratégia de exaltação que banalizava o uso de drogas perante um público vasto e de idade indiscriminada.
A Procuradoria de Sonora garantiu que continuará monitorando e investigando ativamente a promoção pública de condutas delitivas no ambiente virtual. A instituição ressaltou que o objetivo central dessas operações é assegurar a ordem pública e proteger o desenvolvimento e a dignidade dos cidadãos, com foco especial em proteger menores de idade.





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