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,04/02/2026

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    Mestranda da UFSC denuncia assédio moral e perseguição acadêmica; universidade afirma que caso está sob investigação

    Abaixo-assinado já reúne mais de 800 assinaturas e pede apuração rigorosa por parte das instâncias institucionais


    Mestranda da UFSC denuncia assédio moral e perseguição acadêmica; universidade afirma que caso está sob investigação O caso ocorreu no campus da UFSC em Curitibanos | Reprodução/Facebook

    A mestranda Catherine Eleanor Rose, do Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculada ao campus de Curitibanos, tornou públicas denúncias de assédio moral e perseguição acadêmica envolvendo um professor do mesmo grupo de pesquisa. O caso, divulgado por meio de um abaixo-assinado que ultrapassou 800 assinaturas, mobiliza estudantes, docentes e integrantes da comunidade científica.

    Relatos de ofensas, intimidação e interferência na pesquisa

    Segundo Catherine, os episódios teriam ocorrido ao longo de vários meses e incluiriam insultos, condutas hostis e intimidações, que, segundo ela, afetaram diretamente o andamento de sua pesquisa. A situação teria se intensificado em novembro, às vésperas de sua participação na ExpoCannabis Brasil 2025, evento em que apresentou trabalho científico, coordenou atividades estudantis e ministrou palestra sobre sua pesquisa.

    Um dos episódios narrados ocorreu no dia 13 de novembro, em um supermercado em São Paulo, quando o professor teria proferido agressões verbais em público, incluindo xingamentos e ofensas. No dia seguinte, poucas horas antes da apresentação de Catherine no evento, ela afirma ter sido novamente alvo de gritos e intimidações, na presença de testemunhas, enquanto ambos estavam hospedados no mesmo local.

    Impactos na trajetória acadêmica e reivindicações da estudante

    Além das agressões verbais, Catherine relata tentativas de interferência no uso de dados e materiais de pesquisa, restrições de acesso à estufa do grupo e pressão para que fosse desligada do mestrado a poucos meses da conclusão. Ela também afirma ter trabalhado por mais de um ano no grupo de pesquisa sem bolsa, registro formal ou certificação, o que agravou seu desgaste emocional.




    Catherine expôs as denúncias de assédio moral em postagem nas redes sociais (Reprodução/Instagram/@alquimista.da.terra)


    No documento, a mestranda solicita apoio institucional, psicológico e administrativo, além da garantia de que a denúncia seja tratada sem retaliações. O abaixo-assinado pede investigação imparcial, adoção de medidas de proteção e o fortalecimento das políticas de combate ao assédio e ao abuso de poder na universidade.

    UFSC confirma abertura de procedimentos internos

    Em nota enviada ao Gabiiweed.com, a Universidade Federal de Santa Catarina informou ter tomado ciência do caso e confirmou que recebeu a denúncia formalizada por Catherine. A UFSC destacou que os procedimentos internos já estão em andamento, seguindo os ritos institucionais, com garantia de contraditório, ampla defesa e transparência.

    A universidade ressaltou que aprovou recentemente sua Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, elaborada em diálogo com a comunidade acadêmica. Catherine está recebendo atendimento especializado pelo Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (SEAVis), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (PROAFE), que oferece escuta qualificada e apoio emocional.

    A UFSC acompanha o caso com a seriedade que ele exige e permanece à disposição para prestar informações adicionais, dentro dos limites legais que regem processos administrativos dessa natureza”, informou a Secretaria de Comunicação da universidade.




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