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,02/04/2026

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    Homem é morto pela polícia após cultivo de dois pés de maconha em Mato Grosso do Sul

    Abordagem do Batalhão de Choque em Campo Grande terminou com a morte de Douglas Souza do Nascimento; família contesta versão oficial e nega confronto armado


    Homem é morto pela polícia após cultivo de dois pés de maconha em Mato Grosso do Sul Plantas apreendidas após a operação| Reprodução/CHOQUE PMMS


    A existência de um pequeno cultivo de cannabis pode ter sido o elemento que desencadeou a operação policial que terminou em morte de Douglas Souza do Nascimento, de 34 anos, conhecido como “Mancha”. O caso ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (27), em uma residência na Comunidade Homex, situada na região do Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande (MS). A ocorrência levanta questionamentos sobre a abordagem policial e o uso da força por parte dos agentes.

    Segundo dados do boletim de ocorrência, equipes do Batalhão de Choque realizavam patrulhamento de rotina por volta das 6h30, na Rua do Patrocínio, área caracterizada como ocupação urbana. Durante a ronda, os policiais teriam visualizado, acima do muro e da cerca de um imóvel, pés de maconha. A partir dessa observação, a equipe decidiu se aproximar para averiguação.

    Intervenção policial e desfecho fatal

    De acordo com a versão apresentada pelos agentes, ao tentarem realizar a abordagem, Douglas teria reagido sacando um revólver e apontando em direção à equipe. Diante da suposta ameaça, os policiais efetuaram disparos, atingindo o homem na região do tórax. A situação evoluiu rapidamente para um quadro grave após abordagem policial.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros atendimentos ainda no local. Douglas foi encaminhado com vida, porém em estado crítico, para a UPA das Moreninhas. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.


    Local onde Douglas foi baleado.

    Local onde Douglas foi baleado (Reprodução/Madu Livramento/Midiamax)


    Na residência, os policiais relataram a apreensão de um revólver calibre .38, sem identificação de marca ou numeração aparente, acompanhado de seis munições intactas. Também foram encontrados dois pés de cannabis, apontados como o fator que motivou a ação inicial da equipe.

    Familiares contestam versão oficial

    Moradores da região e familiares de Douglas apresentam uma narrativa diferente da registrada pelos policiais. Testemunhas afirmam que, durante a abordagem, ele teria gritado que era trabalhador, indicando que não representava ameaça. A família nega qualquer vínculo com facções criminosas e também contesta a versão de que ele teria reagido armado.

    De acordo com parentes, Douglas trabalhava como servente de pedreiro e estaria saindo para o trabalho no momento em que foi surpreendido pela ação policial. Eles defendem que não houve confronto e que a intervenção foi desproporcional.

    Informações apuradas indicam ainda que Douglas residia em Campo Grande há cerca de um ano, após deixar o Acre. Há registros de passagens anteriores pela Justiça naquele estado, incluindo investigações relacionadas a homicídios, além da possibilidade de expedição de um mandado de prisão. Ainda assim, familiares afirmam que ele buscava manter uma rotina voltada ao trabalho.

    O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes, que irão analisar as circunstâncias da abordagem, a legalidade da ação policial, a proporcionalidade do uso da força e as divergências entre os relatos apresentados.




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