EXCLUSIVO: Polícia Civil de SP instaura inquérito por estelionato contra casal da Hemp Vegan
Investigação apura se Bárbara e Gustavo Palencia captaram recursos de forma fraudulenta prometendo retorno de 120% do CDI; prejuízo estimado ultrapassa R$ 6 milhões
Quiosque Hemp Vegan | Reprodução/Redes Sociais A Polícia Civil do Estado de São Paulo instaurou, no dia 14 de abril, inquérito policial para apurar a potencial prática de crimes de estelionato e captação fraudulenta de recursos, popularmente conhecida como pirâmide financeira, envolvendo a empresa Hemp Vegan Pesquisa e Comercio de Cosméticos Ltda e seus sócios, o casal Bárbara Arranz Sanchez Palencia e Gustavo Sanchez Palencia.
A decisão, assinada pelo delegado Milton Burgese de Oliveira, da 30ª Delegacia de Polícia do Tatuapé, considera documentos enviados pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, além de apuração exclusiva realizada pelo portal especializado Gabiiweed.com, publicada originalmente em 10 de outubro de 2025.
De acordo com os autos, os investigados teriam buscado investidores para a expansão de franquias da marca, celebrando contratos que prometiam a devolução do valor total investido acrescido de 120% do CDI no prazo de 12 meses, o que, em tese, configura esquema financeiro fraudulento.
Contratos com cláusulas suspeitas e prejuízos milionários
A reportagem do Gabiiweed.com, que deu origem à abertura da notícia de fato no Ministério Público, revelou que ao menos cinco pessoas relataram ter sido vítimas do casal, com prejuízo estimado em cerca de R$ 6 milhões. Entre os lesados, estavam quatro investidores e um amigo próximo.

Investigação ocorre na 30ª Delegacia de Polícia do Tatuapé
Os contratos analisados, incluindo "Acordos de Sócios", "Acordos de Reserva de Território" e respectivos distratos, continham inconsistências, como endereços residenciais no lugar da sede empresarial e divergências percentuais sobre valores de devolução. Em nenhum dos casos as lojas prometidas foram abertas, e os valores não foram restituídos.
Um dos contratos, assinado em 5 de julho de 2024, previa uma franquia em São Paulo. Outro, datado de 1º de novembro de 2024, tratava de uma unidade em Curitiba. Ambos os negócios nunca saíram do papel.
O casal, que atualmente reside na Espanha, nega as acusações. Em mensagem enviada a franqueados em 8 de outubro de 2025, Bárbara Palencia afirmou ser vítima de uma "ação orquestrada" por uma ex-colaboradora e dois franqueados insatisfeitos. "Em nenhum momento agimos de má-fé", escreveu.





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