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,04/02/2026

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    Maconha envelhecida virava haxixe em fábrica clandestina no litoral paulista

    Autoridades descobriram esquema que reaproveitava skunk deteriorado para produzir concentrado em bairro nobre de Santos


    Maconha envelhecida virava haxixe em fábrica clandestina no litoral paulista Álcool e fogão industrial eram usados na extração | Reprodução/PCSP

    Uma operação da Polícia Civil desmontou um esquema clandestino de processamento de maconha na manhã de sexta-feira (9), em um imóvel localizado no bairro do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação resultou na apreensão de mais de 30 quilos da erva e na prisão de dois suspeitos por tráfico de drogas e associação criminosa.

    O endereço alvo da investigação fica na Rua Doutor Manoel Vitorino, onde funciona, na parte frontal, um petshop regularmente instalado. Nos fundos do imóvel, no entanto, os agentes identificaram uma estrutura improvisada que funcionava como uma verdadeira fábrica de haxixe, voltada à transformação química da maconha em um produto de maior concentração.

    A operação foi deflagrada após denúncias anônimas feitas por moradores da região, que relataram odores fortes e incomuns de produtos químicos, incompatíveis com qualquer atividade comercial legal. Diante das informações, equipes do 7º Distrito Policial de Santos passaram a monitorar o local, reunindo indícios para a intervenção.

    Estrutura clandestina funcionava como fábrica de haxixe

    Durante a entrada no imóvel, os policiais localizaram um galpão montado exclusivamente para o processamento de maconha. No interior do espaço, foram apreendidos cerca de 34 quilos de maconha, além de mais de 100 frascos de álcool, substância utilizada no processo químico de extração da resina vegetal.

    Segundo a Polícia Civil, o laboratório operava havia pelo menos um mês e contava com equipamentos voltados à produção de haxixe e ice, como fogão industrial e recipientes para filtragem e evaporação do álcool, técnica usada para concentrar os princípios ativos da cannabis


    Apreensão

    Material apreendido na operação (Reprodução/PCSP)


    Parte da droga apreendida era do tipo skunk, variedade com alto teor de THC, mas que, conforme apurado, estava envelhecida e sem grande valor comercial. A principal suspeita é que a maconha deteriorada era reaproveitada e transformada em haxixe concentrado, elevando seu valor no mercado ilegal.

    Prisões em flagrante e apuração em andamento

    Dois homens foram presos em flagrante no local e encaminhados à delegacia. Eles foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Um dos detidos já possuía antecedentes criminais, enquanto o outro não tinha registros anteriores, embora estivesse dentro do imóvel durante a operação.

    Durante a abordagem, um dos suspeitos confirmou a existência da estrutura clandestina, levando os policiais até o espaço onde ocorria a transformação da maconha. Apesar disso, ambos negaram participação direta na produção, versão que será analisada no inquérito.

    O delegado responsável afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, bem como apurar a origem da maconha e o destino do haxixe produzido em Santos




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