Soldados russos são amarrados a árvores e punidos no frio extremo por fumar maconha do comandante
Vídeo divulgado nas redes mostra militares submetidos a castigo extrajudicial após acusação de uso de maconha no front da guerra contra a Ucrânia
Soldados russos são castigados após acusação de fumar maconha | Reprodução/The Sun Imagens que circulam em canais do Telegram mostram dois soldados russos submetidos a punições extremas após serem acusados de fumar maconha que pertenceria ao comandante da unidade. O episódio teria ocorrido em uma área de floresta coberta de neve, sob temperaturas que podem ter alcançado até -20 °C, segundo analistas que acompanham o conflito.
Nos vídeos, os militares aparecem amarrados a árvores, visivelmente debilitados pelo frio intenso. Um deles veste apenas roupa íntima; o outro usa camisa de manga longa e cueca. Ambos tremem de forma contínua, enquanto permanecem imóveis, como parte do castigo imposto por superiores.
Acusação envolve uso de maconha no front
Durante a gravação, um homem acusa explicitamente os soldados de terem fumado a “erva do comandante”, referência direta à maconha, e ordena que permaneçam no local “até congelarem”. O conteúdo vem sendo descrito como um “tribunal de campo”, prática informal usada para punir supostos desvios de conduta dentro das tropas russas.
Vídeo mostra soldados russos amarrados a árvores após acusação de fumar maconha do comandante no front (Reprodução/Youtube/The Sun)
Especialistas apontam que o uso de substâncias psicoativas, incluindo cannabis e álcool, é relatado com frequência entre combatentes russos como tentativa de lidar com o estresse extremo, a violência constante e as perdas humanas no campo de batalha. Ainda assim, qualquer consumo não autorizado pode resultar em punições violentas e extrajudiciais.
Punições extrajudiciais e disciplina forçada
O analista militar ucraniano Yuriy Butusov avalia que o vídeo evidencia uma cultura interna baseada na humilhação e na violência, em que soldados são treinados a tratar colegas como inimigos, reforçando um ambiente de medo e submissão.
Relatórios independentes e investigações jornalísticas indicam que punições semelhantes, por uso de psicotrópicos, consumo de álcool ou recusa em lutar, incluem amarração a árvores, abandono em áreas abertas e até execuções sumárias, muitas vezes registradas como mortes em combate pelos próprios comandantes.
O governo da Rússia, sob liderança de Vladimir Putin, nega sistematicamente acusações de abusos internos e afirma que tais práticas seriam isoladas ou fabricadas. Ainda assim, o acúmulo de vídeos, relatos e análises levanta questionamentos sobre uso de maconha no front e punições extrajudiciais no contexto da guerra contra a Ucrânia.





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